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Em que ano nasceu Allan Kardec?
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Obrigado meu caro irmão ou irmã pela sua visita. Espero que tenham se sentido bem nestes momentos que aqui passastes envolvidos pelas vibrações que emanam do nosso Divino Mestre e de sua Plêiade de Bons Espíritos.




Herculano Pires — o Pensador da Ponte Invisível

Herculano Pires — o Pensador da Ponte Invisível

Crônica Espírita

*Enoque Alves Rodrigues

Parte I – O menino que escutava o silêncio

Herculano Pires nasceu em Avaré, interior de São Paulo, em 1914, onde o tempo parecia caminhar mais devagar. Enquanto outras crianças corriam pelas ruas de terra, ele parava. Parava para ouvir. Não vozes estranhas, mas o silêncio entre os acontecimentos, aquele espaço onde as perguntas começam a nascer. Desde cedo, mostrou inclinação para os livros, como se cada página fosse uma janela aberta para mundos invisíveis.

A família simples observava aquele menino que lia mais do que falava. Herculano não aceitava respostas prontas. Perguntava o porquê das coisas, da dor, da fé, da justiça. Foi ali, entre a curiosidade e a inquietação, que começou a se formar o pensador que mais tarde seria chamado de “o filósofo do Espiritismo”.

Parte II – O encontro com a razão e o espírit

Na juventude, Herculano encontrou no jornalismo e na filosofia instrumentos para compreender o mundo. Formou-se professor, escreveu para jornais e desenvolveu um pensamento crítico firme, sempre guiado pela ética. Mas foi o encontro com o Espiritismo que lhe deu uma direção mais profunda.

Ao estudar Allan Kardec, Herculano percebeu que fé e razão não precisavam ser opostas. Pelo contrário: podiam caminhar juntas. Ele passou a defender o Espiritismo como uma doutrina filosófica e científica, não como crença cega. Escrevia com clareza, firmeza e coragem, enfrentando críticas sem perder o respeito.

Parte III – A palavra como missão

Herculano Pires escreveu mais de 80 livros. Não escrevia para impressionar, mas para esclarecer. Cada texto parecia uma conversa direta com o leitor, simples e profunda ao mesmo tempo. Ele acreditava que a ignorância era um dos maiores males da humanidade, e que o conhecimento libertava.

Participou ativamente do movimento espírita brasileiro, mas nunca deixou de ser crítico quando achava necessário. Defendia a fidelidade aos princípios de Kardec e combatia distorções, mesmo quando isso lhe custava popularidade. Para Herculano, a verdade não dependia de aplausos.

Parte IV – O homem diante do mundo

Apesar de sua produção intelectual intensa, Herculano era um homem comum: pai, professor, cidadão atento às injustiças sociais. Viveu em tempos difíceis do Brasil, presenciou crises políticas e culturais, e nunca se omitiu. Sua escrita refletia preocupação com a educação, a ética e o futuro moral da humanidade.

Ele acreditava que a transformação do mundo começava no indivíduo. Não esperava milagres externos, mas mudanças internas. Seu pensamento continua atual porque fala de responsabilidade, consciência e amadurecimento espiritual.

Parte V – A permanência do que não morre

Herculano Pires desencarnou em 1979, mas sua obra permanece viva. Seus livros continuam sendo lidos por jovens, estudiosos e educadores. Ele não deixou apenas textos, mas um convite: pensar, questionar, evoluir.

Como toda grande crônica da vida, a história de Herculano não termina. Ela continua cada vez que alguém abre um de seus livros e encontra, entre linhas simples, perguntas profundas. Ele construiu uma ponte invisível entre a razão e o espírito — e ainda atravessamos por ela.

Dados Bibliográficos de Herculano Pires

  • Nome completo: José Herculano Pires

  • Nascimento: 25 de setembro de 1914 – Avaré (SP)

  • Desencarne: 9 de março de 1979

  • Profissões: Filósofo, professor, jornalista, escritor

  • Obras importantes:

    • O Espírito e o Tempo

    • Educação para a Morte

    • Introdução à Filosofia Espírita

    • Curso Dinâmico de Espiritismo

Conclusão

Herculano Pires foi mais do que um escritor espírita: foi um educador da consciência. Sua vida mostrou que pensar é um ato de coragem e que a fé verdadeira não teme a razão. Em tempos de respostas rápidas e superficiais, sua obra convida à profundidade, ao estudo e à responsabilidade moral.

Ler Herculano é aprender a escutar o silêncio — aquele mesmo silêncio que, ainda menino, ele já sabia ouvir.

*Enoque Alves Rodrigues