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Obrigado meu caro irmão ou irmã pela sua visita. Espero que tenham se sentido bem nestes momentos que aqui passastes envolvidos pelas vibrações que emanam do nosso Divino Mestre e de sua Plêiade de Bons Espíritos.




Positivo e Operante!

Positivo e Operante!

Positivo e Operante!

Conto Espírita

*Enoque Alves Rodrigues

                Ele vivia naquela pequena Cidade onde com as graças de Deus trabalhava todos os dias de sol a sol na única indústria ali existente especializada na fabricação de sabão. Marido exemplar e pai de seis boquinhas nervosas que para sacia-las ele tinha de dar um duro dos deuses a fim de que no fim do mês pudesse levar o sustento para todos. Aquele nosso amigo, cujo nome era Ian Remédios das Dores tinha ali a ocupação na carteira e no crachá o qual ostentava com todo orgulho aos visitantes e colegas, a digníssima função de Porteiro. Só que ele não era um porteiro convencional igual aos que estamos acostumados a ver em toda e qualquer empresa. Ele era “o porteiro” e exercia com galhardia e em toda a sua plenitude esta função a qual ele agregava jeitos e trejeitos desde a postura corporal até a entonação da voz assim como a utilização de jargão próprio tal qual fazem os Policiais.

                Sempre que ele avistava o dono da empresa assim como qualquer outro de “patente” superior a sua, juntavam-se os dois pés plainavam a mão direita em direção á testa em continência que era seguida do grito de guerra “positivo e operante.”. Seus patrões assim como todos que por ali transitavam já o conheciam. Por isto não judiavam dele. Tão logo recebiam dele aquelas reverência, ou seja, a continência, qual General ordenavam-no, imediatamente: “descansar.”. Somente depois de escutar esta palavra de comando utilizada entre os militares é que ele saia da posição de sentido. Caso contrário ficaria ali, naquela posição, a vida toda.

                Inteiramente do bem não havia ali naquela firma quem não gostasse do guarda Ian. Fornecedores, visitantes ou quem quer que o veja pela primeira vez logo se simpatizava. Sempre com um sorriso cativante e palavras balsâmicas nos lábios aquele o espírito que habitava a carcaça daquele homem simples e de bem com a vida não tinha do que reclamar. Ali estava á verdadeira fusão de espirito, matéria, períspirito e guia espiritual ou mentor. Sintonia perfeita que coexistia harmoniosamente. Daquele jeito era impossível não ser feliz. A vida que ele escolheu viver com o aval do Plano Superior era a mais simples possível por que ele não a complicava assim como faz a maioria dos encarnados que peregrinam pela terra em busca de suas recuperações e evolução da alma. Começa por dar um passo maior que a perna e quando menos se espera se encontra mergulhado em dívidas materiais as quais tiram-lhe o sono, o humor e depois a paz. Grande parte do descontrole financeiro é atribuída á falta de planejamento ou a imprudência de alguém que desejou adquirir algo para o qual não tinha lastro suficiente.

 - Mestre!

- Pois não, meu bom Anísio, o que deseja?

- O senhor já percebeu lá embaixo na terra aquele nosso irmãozinho Ian dos Remédios?

- Para lhe ser sincero, não... Ainda não me ative a observa-lo! O que há nele de especial?

- O equilíbrio, meu bom senhor. Ele consegue tirar tudo de letra. Encara sempre com um sorriso aberto nos lábios as mais difíceis situações... Além de ter de conviver com o dinheiro curto e com um trabalho de baixíssima remuneração aonde ele se desdobra no sentido de dar sempre o seu melhor, assim como ser importante, com humildade, naquilo que para muito nenhuma importância teria!

- Isto lhe surpreende Anísio?

- Confesso que sim, Mestre. O senhor há de concordar que daqui deste nosso elevado ponto de observação não é comum ver pessoas de um nível espiritual tão elevado como aquele nosso irmão!

- Pode até ser, respondeu-lhe o mestre Asdrúbal. A minha concordância com o que me diz vai depender muito de uma explanação sua sobre a forma com a qual o está medindo ou tirando suas positivas conclusões. Senão vejamos:

- Ian dos Remédios é rico?

- Em que sentido o senhor me pergunta?

- Em todos os sentidos!

- Não... É!

- Ele tem dinheiro?

- Não. Mestre... Infelizmente não tem!

- Fechou! Disse-lhe o mestre...

- Então ele é rico. Aliás, sendo como ele é sem dinheiro ele não é rico... É milionário... E completou...

- Pobre seria, ou melhor, miserável ele seria se tivesse dinheiro!

Uai, sô, o que é isto?

A nossa maior e mais sólida riqueza é a espiritual. Não obstante poucos conseguirem viver sem dinheiro, não tê-lo e mesmo assim manter para cima o espirito, a fé e a confiança no Ser Supremo é a maior prova de riqueza que alguém pode dar. Viver sem dinheiro sem se desviar dos caminhos da retidão, então, é algo que só se consegue com a proteção de Deus e de nossos amigos mentores espiritual.

Fraternal abraço.

* Enoque Alves Rodrigues,é espírita