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BREJO DAS ALMAS - CORONÉIS, COMPADRES E ELEIÇÕES

BREJO DAS ALMAS - CORONÉIS, COMPADRES E ELEIÇÕES

BREJO DAS ALMAS: Coronéis, Compadres e Eleições, por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores

 

BREJO DAS ALMAS:

Coronéis, Compadres e Eleições

Subtítulo:

Uma crônica romanceada sobre o sertão mineiro e os bastidores da política de antigamente.

FICHA CATALOGRÁFICA GERAL DA COLEÇÃO “BREJO DAS ALMAS”

Autor: Enoque Alves Rodrigues

Título da Coleção: Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo

Responsabilidade intelectual: Enoque Alves Rodrigues Categoria: História Regional, Memória Social, Cultura Popular, Crônicas, Biografias e Patrimônio Cultural

Idioma: Português

País: Brasil

Período de Produção Literária: 1979–2026

Abrangência Temática: História do antigo Brejo das Almas (atual município de Francisco Sá – MG), memória coletiva, tradições populares, genealogia, política local, personagens históricos, cultura sertaneja, festas religiosas, costumes, infância rural e identidade regional.

OBRAS PUBLICADAS E EM PUBLICAÇÃO

  1. Brejeiros e Brejalminos
  • Escrito em: 1989
  • Publicado em: 1991
  • Editora: Livre Expressão
  • Páginas: 312
  • Situação: Esgotado
  1. O Brejo das Almas em Crônicas
  • Escrito em: 1992
  • Publicado em: 1994
  • Editora: Esplanada
  • Páginas: 210
  • Situação: Esgotado
  1. Só Acontece no Brejo das Almas
  • Escrito em: 2003
  • Publicado em: 2006
  • Páginas: 101
  • Situação: Esgotado
  1. O que é Isso Meu Brejo Querido?
  • Escrito em: 2006
  • Publicado em: 2007
  • Editora: Livre Expressão
  • Páginas: 201
  • Situação: Esgotado
  1. Todas as Crônicas do Brejo
  • Escrito em: 2008
  • Publicado em: 2008
  • Editora: Transversal
  • Páginas: 113
  • Situação: Esgotado
  1. Fatos e Personagens do Antigo Brejo das Almas
  • Escrito entre: 2009 e 2012
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 346
  1. Os Brejos da Minha Infância
  • Escrito em: 2016
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 109
  1. O Menino Brejeirinho do Catuni, das Barrancas do Rio Gorutuba
  • Escrito em: 2018
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 148
  1. Os Cantopês e as Festas do Brejo das Almas
  • Escrito em: 2019
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 115
  1. Devaneios de Um Brejeiro Ausente
  • Escrito em: 2011
  • Publicado em: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 211
  1. Liberato, o Pai Velho, Meu Avô
  • Escrito em: 1979
  • Publicado em: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Situação: Lançamento
  • Páginas: (a informar)
  1. Brejo das Almas: Coronéis, Compadres e Eleições
  • Escrito entre: 2010 e 2012
  • Publicação prevista: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 218
  • Situação: Em revisão editorial

DADOS GERAIS DA COLEÇÃO

Total de obras: 12 volumes

Páginas publicadas e previstas: aproximadamente 2.086 páginas

Gêneros predominantes:

  • Crônicas históricas
  • Memórias autobiográficas
  • História regional
  • Biografias
  • Cultura popular
  • Estudos sociopolíticos
  • Patrimônio imaterial

Palavras-chave:
Brejo das Almas; Francisco Sá; Norte de Minas; História Regional; Memória Cultural; Cultura Sertaneja; Tradições Populares; Cantopês; Rio Gorutuba; Personagens Históricos; Política Municipal; Genealogia; Patrimônio Cultural.

NOTA BIBLIOGRÁFICA

A coleção “Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo”, de autoria de Enoque Alves Rodrigues, constitui um dos mais extensos e importantes registros literários e documentais dedicados à preservação da memória histórica, social e cultural do antigo Brejo das Almas, atual município de Francisco Sá. Ao longo de mais de quatro décadas de pesquisa, observação e escrita, o autor reuniu relatos, personagens, acontecimentos, tradições, festas populares, fatos políticos e lembranças pessoais que ajudam a compreender a formação histórica e identitária de uma das mais tradicionais comunidades do Norte de Minas Gerais.

Seu conjunto de obras representa um relevante legado para pesquisadores, estudantes, historiadores, genealogistas e para as futuras gerações de brejeiros e brejalminos, preservando a memória de um povo que escreveu sua própria história com trabalho, dignidade, fé e orgulho de suas raízes.

Autor: Enoque Alves Rodrigues
Coleção: Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo
Período de produção: 1979–2026
Total de obras: 12 volumes
Natureza da obra: Documentação histórica, memorialística e cultural do antigo Brejo das Almas 

SOBRE O AUTOR

Enoque Alves Rodrigues é escritor, pesquisador e memorialista brasileiro. Autor de obras voltadas à história regional, à gestão organizacional e à preservação da cultura popular, dedica-se ao resgate de narrativas que retratam personagens, costumes e acontecimentos marcantes do sertão mineiro. Em seus escritos, alia pesquisa, observação histórica e linguagem acessível, aproximando o leitor de episódios que ajudam a compreender a formação social e cultural do Brasil.

 INTRODUÇÃO

O Tempo em que a Palavra Valia Mais que o Papel

Existiu um tempo em que o sertão falava baixo, mas era ouvido longe.

As notícias viajavam lentamente, carregadas pelo lombo dos cavalos, pelas tropas de burros ou pela boca dos viajantes que cruzavam estradas de terra sob o sol inclemente do Norte de Minas. As distâncias eram medidas em léguas, não em quilômetros. O relógio obedecia ao movimento do sol. As famílias sentavam-se nas varandas ao cair da tarde para ouvir histórias, comentar acontecimentos e observar o movimento das ruas poeirentas.

Naquele Brasil distante, onde a modernidade ainda caminhava devagar, floresciam pequenas comunidades que sobreviviam graças ao trabalho árduo de seus moradores. Eram povoados simples, construídos em torno de igrejas, mercados, vendas e fazendas. Lugares onde todos conheciam todos e onde a reputação de um homem era construída ao longo de uma vida inteira.

Foi nesse cenário que surgiu Brejo das Almas.

Muito antes de receber o nome de Francisco Sá, a pequena localidade já possuía personalidade própria. O povo brejeiro era trabalhador, desconfiado, observador e dotado de um humor peculiar. Sabia rir das dificuldades e transformar acontecimentos cotidianos em histórias que atravessavam gerações.

A política, naturalmente, fazia parte desse universo.

Mas não a política sofisticada dos gabinetes climatizados, dos programas televisivos ou das campanhas milionárias que conhecemos atualmente.

Era uma política diferente.

Uma política feita cara a cara.

Uma política construída nas portas das vendas, nos balcões das farmácias, nas feiras livres, nos alpendres das fazendas e nos bancos das praças.

O eleitor conhecia o candidato pelo nome.

O candidato conhecia o eleitor pelo apelido.

Muitas vezes eram compadres.

Outras vezes eram parentes.

Frequentemente eram amigos.

Foi nesse ambiente que surgiram figuras lendárias que marcaram a história regional.

Homens conhecidos como coronéis.

O termo, embora frequentemente associado ao poder e à autoridade, nem sempre correspondia a uma patente militar. Em muitos casos representava liderança, influência econômica e prestígio social.

Os coronéis eram árbitros de conflitos, financiadores de festas religiosas, incentivadores de obras públicas e, inevitavelmente, protagonistas das disputas eleitorais.

Tinham defeitos.

Tinham virtudes.

Eram homens de seu tempo.

Entre essas figuras destacavam-se dois personagens cuja trajetória ajuda a compreender uma época inteira: Olímpio Dias e Jacinto Silveira.

Adversários políticos.

Compadres na vida pessoal.

Rivais nas urnas.

Amigos nas demais circunstâncias.

A convivência entre ambos revela uma característica raramente encontrada nos dias atuais: a capacidade de separar divergências políticas dos relacionamentos humanos.

Eles disputavam votos.

Jamais disputavam respeito.

Essa talvez seja uma das maiores lições escondidas nas páginas desta obra.

Ao longo dos anos, o Brasil mudou.

As estradas foram asfaltadas.

Os cavalos deram lugar aos automóveis.

As cartas foram substituídas por mensagens instantâneas.

As cédulas eleitorais deram lugar às urnas eletrônicas.

O mundo tornou-se mais rápido.

Mas algumas questões permaneceram praticamente as mesmas.

Continuamos discutindo poder.

Continuamos debatendo promessas.

Continuamos buscando líderes capazes de representar os interesses da população.

Mudaram os instrumentos.

Mudou a linguagem.

Mudaram os cenários.

Porém a essência humana permanece surpreendentemente semelhante.

Este livro não pretende ser um tratado político.

Tampouco uma biografia rigorosamente documental.

Trata-se de uma narrativa construída a partir de fatos, memórias, costumes e personagens que ajudam a compreender um período importante da história do sertão mineiro.

Muitos episódios aqui relatados foram preservados pela tradição oral.

Outros nasceram das lembranças de antigos moradores.

Alguns foram ampliados literariamente para proporcionar ao leitor uma experiência mais rica e envolvente.

Afinal, a missão da literatura não é apenas registrar acontecimentos.

É também dar vida a eles.

Ao abrir estas páginas, o leitor será transportado para um tempo em que os comícios pareciam festas populares.

Um tempo em que longos discursos ecoavam pela noite sertaneja.

Um tempo em que churrasco, aguardente e promessas eleitorais caminhavam lado a lado.

Um tempo em que os coronéis acreditavam controlar os votos e o povo aprendia, silenciosamente, a exercer sua própria vontade.

Porque existe uma verdade que atravessa todas as épocas:

O povo pode até ouvir conselhos.

Pode até aceitar favores.

Pode até sorrir diante das promessas.

Mas, diante da urna, a decisão final sempre lhe pertence.

É justamente essa verdade que transformará uma simples eleição em uma história memorável.

Uma história feita de humor, astúcia, amizade, ambição e surpresas.

Uma história genuinamente brasileira.

Uma história que começou em Brejo das Almas.

E que agora convido o leitor a conhecer. 

SINOPSE

No antigo Brejo das Almas, uma pequena vila perdida no sertão mineiro, dois coronéis disputam o poder sem jamais romper os laços da amizade. Entre comícios regados a churrasco, promessas eleitorais, acordos de compadrio, cavalgadas intermináveis e personagens inesquecíveis, desenrola-se uma história marcada pelo humor, pela astúcia política e pelas transformações de um Brasil que começava a deixar para trás os costumes do coronelismo.

Inspirado em fatos históricos e narrativas populares do norte de Minas Gerais, este livro conduz o leitor a uma época em que o voto era contado no olhar dos coronéis e a palavra empenhada ainda possuía valor de contrato.

 ESTRUTURA DO LIVRO

Introdução

O Brasil dos Coronéis

Prefácio

A força das pequenas histórias na construção da grande História.

CAPÍTULO 1

Brejo das Almas

A origem da cidade, o povoado, os costumes e a vida sertaneja.

CAPÍTULO 2

Os Donos do Destino

Apresentação dos coronéis Olímpio Dias e Jacinto Silveira.

CAPÍTULO 3

Compadres e Adversários

Uma amizade acima da política.

CAPÍTULO 4

O Deputado Camilo Prates

Sua trajetória e influência regional.

CAPÍTULO 5

Dez Léguas de Poeira

As viagens a cavalo entre Montes Claros e Brejo das Almas.

CAPÍTULO 6

A Fazenda do Morro do Mocó

Personagens, causos e tradições rurais.

CAPÍTULO 7

O Largo do Comércio

Farmácia, vendas, armazéns e os encontros do povo.

CAPÍTULO 8

O Tempo dos Comícios

Como eram organizadas as campanhas eleitorais.

CAPÍTULO 9

Churrasco, Cinzano e Promessas

A grande festa eleitoral.

CAPÍTULO 10

O Eleitor Arisco

A mudança de comportamento do povo.

CAPÍTULO 11

Os Porcos da Eleição

O episódio dos duzentos porcos perdidos.

CAPÍTULO 12

A Noite do Grande Discurso

A ampliação completa da crônica original.

CAPÍTULO 13

O Homem Certo

O momento em que Olímpio percebe o erro fatal.

CAPÍTULO 14

E Deu Jacinto

A apuração, a derrota e suas consequências.

CAPÍTULO 15

O Fim de Uma Era

O desaparecimento gradual do coronelismo.

Encerramento

O que mudou e o que permaneceu na política brasileira.

CITAÇÕES PARA ABERTURA DOS CAPÍTULOS

"A política muda os discursos, mas raramente muda a natureza humana."

"O poder passa. As histórias ficam."

"O sertão guarda na memória aquilo que os livros esquecem."

"A amizade verdadeira sobrevive até às eleições."

"O povo aprende antes dos políticos." 

AGRADECIMENTOS

A todos os pesquisadores, memorialistas, historiadores regionais, leitores, professores, jornalistas e cidadãos que preservam a memória do sertão mineiro e mantêm vivas as histórias que ajudaram a construir a identidade cultural do Norte de Minas.